CHEFE DA TORO ROSSO PEDE TETO PARA TORNAR FORMULA-1 MENOS CHATA

Elson Pinheiro Fórmula 1 há 1 ano
e a torna-la mais competitiva e atrativa ao público...

A solução para uma Fórmula 1 mais competitiva e atrativa ao público? Para Franz Tost, chefe da Toro Rosso, a questão é simples: o dirigente acredita que a introdução de um teto orçamentário seria suficiente para acabar com a discrepância de rendimento entre as atuais três equipes de ponta – Mercedes, Ferrari e Red Bull – e o resto do grid. O dirigente argumenta que a F1 virou uma “sociedade de duas classes” por conta das distintas realidades financeiras. Quem pode gastar mais – notoriamente as equipes de fábrica – acaba com grande vantagem.

 

“A gente não precisava disso [teto orçamentário] quando as equipes eram privadas”, disse Tost, entrevistado pelo ‘Motorsport.com’. “Equipes privadas nunca gastam muito dinheiro. O motivo para os custos da F1 cresceram tão dramaticamente é a presença das montadoras. FIA e FOM precisam achar um jeito de diminuir os custos. Caso contrário, vamos ter uma sociedade de duas classes na F1: as montadoras e o resto. Isso é o que acontece agora”, apontou. A diferença entre as três primeiras equipes do grid e o resto significa que, em condições normais, o melhor do pelotão intermediário sempre vai terminar em sétimo. Isso acontece porque, mesmo em dias ruins, Mercedes, Ferrari e Red Bull se acostumaram a ter grande vantagem. “Nós temos as três equipes de ponta e o resto em um outro nível. Se você olhar os resultados, vai ver que [as equipes médias] estão 20s, 30s, 40s atrás das de ponta.

corridas interessantes. Sorte que esse ano e ano passado o Vettel lutou com o Hamilton pelo campeonato, porque sem isso as pessoas parariam de acompanhar F1, por ser chato”, lamentou. “A gente precisa ter consciência disso e o que precisamos fazer é ter três ou quatro pilotos e cinco ou seis equipes brigando por títulos. Precisamos de um campeonato decidido na última corrida, e não algumas antes”, encerrou. O teto orçamentário defendido por Tost permitiria uma aproximação dos níveis de gastos das equipes de F1. A proposta é debatida há tempos, mas nunca saiu do papel. As gigantes da categoria, justamente as equipes que teriam que abrir mão da vantagem financeira para se readequar, sempre firmaram oposição. Muito por conta disso, a investida recente do Liberty Media para implementar o teto segue enfrentando resistência.

 

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