“MEU JOGO INESQUECÍVELl”

Elson Pinheiro Profissional há 2 meses
Zico elege a final da Libertadores de 81....

Na noite desta segunda-feira (04), a FlaTV recebeu ao vivo um convidado ilustre para participar do quadro “Meu jogo inesquecível”. Zico, o Galinho de Quintino e eterno ídolo da Nação Rubro-negra. O ex-craque elegeu a final da Libertadores de 1981 contra o Cobreloa (CHI) como a partida mais memorável de sua trajetória vestindo o Manto Sagrado. Confira abaixo os principais trechos.

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“Foi o terceiro jogo da final da Libertadores de 81 contra a equipe do Cobreloa, sem dúvida. É uma grande recordação pra mim e acredito que seja para todos os rubro-negros, porque era o título que faltava ao Flamengo e acabou se tornando o mais importante da história do clube. Lógico que eu tive grandes jogos com a camisa rubro-negra, mas aquele teve um sabor especial pelas circunstâncias e dificuldades, pela vitória do futebol diante da violência, pela forma com que aquele time foi formado por três gerações do próprio Flamengo... Então, acho que foi merecido pela forma na qual a gente jogava e pela empatia com a torcida rubro-negra. Foram momentos maravilhosos que culminaram com aquela vitória (2 a 0) sobre o Cobreloa, que era um bom time, apesar de querer  ganhar no grito, mas futebol não é isso”.

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“O problema maior foi no momento que eles fizeram o gol. Teve confusão e os policiais tiveram que entrar em campo. Soltaram cachorro em cima do Júnior e aí foi um problema sério. Depois do jogo queriam até levar o Júnior preso por causa daquela confusão toda, se já não bastasse o que eles tinham feito de acertar o supercílio do Lico e do Adílio. Parecia que nós estávamos dentro de um exército, num caldeirão cheio de policiais nos cercando em volta. Alguns até estavam com a arma apontada para o meio do campo, então foi algo bem assustador”.

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“Nós tivemos sorte, porque o árbitro uruguaio Cerullo, que apitou o jogo, era um cara corretíssimo, bastante durão. Me lembro que tive duas situações com ele nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 86. Foi no jogo entre Brasil e Argentina, ele me expulsou junto com um jogador argentino para segurar o jogo. Então para nós foi uma tranquilidade quando soubemos que ele iria apitar a partida decisiva. E logo de cara, o Cerullo expulsou um jogador do Cobreloa que deu uma entrada dura, não me recordo em quem. Depois, o Andrade chegou forte no adversário e também levou o cartão vermelho. Então o árbitro era um homem correto e justo, que gostava de fazer o jogo fluir. Nós fizemos uma ótima partida, acho que o placar de 2 a 0 foi até pouco pela quantidade de oportunidades de gol que a gente teve. Mas o importante foi sair de campo com o título”.  

Copa Libertadores da América de 1981 – Wikipédia, a enciclopédia livre

“Apesar dos desfalques que tivemos no último jogo, não chegou a nos preocupar. O Nei Dias, a gente tinha jogado juntos algumas vezes e com o Leandro improvisado no meio-campo também, junto com o Andrade. O Carpegiani já tinha feito isso numa final contra o Vasco, então a gente já sabia jogar dessa maneira. Com o Leandro atuando junto com o Andrade, ele me deu um pouco mais de liberdade e pediu para que eu jogasse junto do Nunes, não precisando voltar tanto. O Adílio também estava bem avançado pelo lado esquerdo. Atuamos praticamente no 4-4-2, com a marcação em cima para ver se conseguíamos fazer um gol nos primeiros 20 minutos. E foi o que aconteceu. Antes mesmo do gol, já havíamos tido umas duas ou três oportunidades para abrir o placar. Quando marcamos o primeiro gol, nos tranquilizamos. No segundo tempo então tivemos  mais chances de gol até sair o segundo. O posicionamento do Leandro ali no meio fez com que eu tivesse muito mais liberdade para atacar, funcionando muito bem”.

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“Esse título foi com um pouco mais de emoção, porque tinham cerca de três mil rubro-negros presentes no estádio, sendo que a própria torcida uruguaia estava torcendo muito pelo Flamengo. Então, comemorar o título com parte da sua torcida ao lado é sempre melhor. Agora, bonito mesmo foi a nossa chegada no aeroporto. Queriam que a gente desfilasse de carro de bombeiro, mas todo mundo estava cansado, porque estávamos disputando algumas finais seguidas. Nós preferimos saudar os torcedores que estavam no aeroporto e todos foram para suas casas muito felizes”.

Assista aqui.

 

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